Ana Paula se encontra com Yoko Ono - Capítulo 1 da série "Ana e os Beatles"



                Ana sabia que esse dia chegaria. Ela sempre soube. Por isso, ela já estava há três anos com uma bomba diferente, que imita suicídio quando é jogada em alguém. Junto com ela, havia uma carta dizendo que a razão do suicídio era John Lennon, ela se sentia muito culpada por tudo. Então, quando ela havia visto Yoko em uma sala de cinema, ela já sabia o que fazer.
                Ela abriu sua bolsa, tirou a bomba e deixou perto da pipoca. Mas logo antes de acionar o cronômetro, ela sabia o que tinha que fazer. Não, ela não ia deixar Yoko Ono ilesa. Ela pegou a chave da antiga casa de seu ídolo, assim poderia pegar CD’s e outras coisas autografadas.
                Ela só mataria Yoko porque John não iria se encontrar com ela. John estava no Céu, e Yoko logo habitaria no Inferno. Grande fã dos Beatles, Ana sempre a culpou pelo fim da banda, por tudo. Agora, era sua chance.
                Ana acionou o cronômetro e saiu do cinema. Por fora, ouvia a batida. Não era tão grande, nem parecia uma bomba. Só o bastante para fazer um pequeno buraco no braço dela, fazendo com que parecesse suicídio. E apreciou cada segundo. Ninguém do cinema nem ouviu, de tão concentrados no filme.
                Ana parou na ex-casa do (in)feliz casal e aproveitou para pegar itens raros. O dia não poderia ser melhor. Só se ela encontrasse Paul na esquina seguinte. Mas esta é outra história.           

Capítulo 3

Capítulo 3
               
                Todos na casa ficaram chocados, obviamente. Monsieur Merc apenas se mostrava vitorioso, o que passou um ar de estranheza. Consequentemente, tudo me levou a falar com ele:
                -Monsieur Merc, o que será isso? Você não percebe que é um momento de cuidado extremo? Por favor, finja surpresa.
                -Madame, eu sempre previ que isso aconteceria desde a carta. Você não percebeu?
                -Não, Monsieur.
                -É claro, Paula! Você é brasileira, não? A imaginação toma conta de sua cabeça, faz com que nada seja real! Pense nas palavras dela! Na expressão dela!
                -Ainda acho que foi um acidente.
                -Você não percebeu que foi ela que redigiu a carta?
                -Mas, Monsieur, e a tinta, que ela mesmo falou? – fiquei, é claro, bem surpresa.
                -Você já ouviu falar em alguma tinta “apagada”? Apenas sei que depende da mão do usuário. – a confiança invadia seu rosto.
                -Mas Edgar, e o papel de carta? – eu finalmente pensei em um tópico com ideias contrarias às dele
                -Paula, Paula! E você nunca trocou o papel de carta na vida? Sempre usou o mesmo?
                Estava muito chocada. O pior é que todos variam de papel. Continuei ouvindo.
                -Paula, Paula! Pense fundo!!! Ela escreveu a carta, mas não a enviou!
                -Mas então quem a enviou???
                -Isso não é importante. Apenas consiga a chave da biblioteca e me traga. Tenho algo a fazer.
                E se retirou, deixando me sozinha.
               

Capítulo 2

  Chegamos lá rapidamente. Quando Monsieur Merc quer algo, ele logo consegue! Merc logo se dirigiu à remetente da carta.
                -Boujour, madame. Sou Edgar Merc, fui procurado pela senhora.
                Ele tirou o chapéu-coco, que sempre usa, e fez uma reverência.
                -Edgar Merc? O famoso detetive??? Por que te chamaria?
                Essa era uma mulher curiosa, a senhora Helene D’Lacroc. Parecia-me rica, por suas roupas e aparência. As unhas feitas, o cabelo castanho curto sem um fio fora do lugar... as roupas maravilhosas sem um grão de sujeira e o chapéu emplumado... Parecia uma verdadeira madame! Sua casa era magnífica! Branca e com janelas estilo colonial, deveria ter 20 cômodos.
                -Madame, por que não me chamaria? Recebi sua carta e vim o mais rápido possível.
                -Carta? Não mandei carta alguma!
                -Paula, você trouxe-a contigo?
                -Sim, Monsieur. Está bem aqui – prontamente respondi
                Ela lê a carta calmamente. Seus olhos, perfeitamente maquiados com uma sombra pérola vão ficando mais espantados a cada minuto.
                -Eu não escrevi esta carta, Monsieur. A letra parece com a minha, mas a tinta não é a mesma. Foi importada da Itália, a tinta que uso, por isso é bem forte. Essa é bem apagada! E além do mais, o meu papel de carta contém detalhes florais. Este, apenas um papel comum. Agradeço por virem até aqui, mas seus serviços não serão precisos. Hospedem-se por hoje, e amanhã voltem para sua casa. Sejam bem vindos a Mansão D’Lacroc!
                -Agradeço a gentileza, madame. Aonde poderemos ficar?
                -Clouseau, o mordomo, o levará. Siga-o.
                Seguimos o mordomo, com um bigode pelicular e a testa grande. Os quartos eram magníficos! Todos de mármore, com uma cama grande, uma lareira e uma escrivaninha.
                Após as acomodações, fomos jantar. Junto a nós, estavam um casal britânico Bailey e Alistair Incland, o primo de Helene, Albert e uma mulher falante também hospedada na casa, Veronika Nikitin. O jantar foi tranquilo, sem surpresas. Após o jantar, todos foram aos seus quartos.
                Cerca de quinze minutos depois, se ouviu um grito, vindo do quarto de Helene. Todos se ajuntaram lá e ouviram atentamente o que ela falou:
                -É... Uma charada...
                E essas foram suas últimas palavras

Capítulo 1

A carta

                - Mounsier Merc, chegou uma carta para o senhor – eu aviso-o
                - Coloque-a sobre a mesa, Paula
                - É melhor lê-la de imediato! Parece ser muito importante...
                -Deixe-me ver.
                Por alguns minutos ele leu a carta pensativo... Mas logo parou para pensar e me entregou a carta. Não achei que havia nada de mais, era uma carta comum como todo detetive recebe, com uma mulher pedindo a ajuda dele, dizendo que prevê algo estranho acontecendo.
                -Ainda não notou, Paula? – ele me pergunta
                -Nada de diferente, Mounsieur
                -Paula, você e suas ideias! Pense bem, use seu cérebro mais fundo que nunca!
                -Ainda não vejo nada, apenas uma simples carta!
                -Olhe para o canto! Há uma mancha de chocolate quente!
                -Mas qual é o problema disso?
                -Paula, querida Paula... Essa carta veio daqui, de Paris mesmo!
                -Ainda não entendi...
                -Na semana inteira a temperatura foi 30° C! Quem bebe um chocolate quente nesse calor imenso?
                -Pura verdade, Mounsier Merc!
                -Mas há mais um detalhe que você deixou escapar!
                -Confesso que não entendi...
                -A data! Foi escrito há cinco dias!
                Ele nem me deixou abrir a boca. Aquele homenzinho era pelicular! Tinha olhos pequenos, mas que enxergavam tudo, e lábios finos. Era bem baixo, cerca de 1,60 de altura e sempre usava grandes casacos. Ele nunca tinha errado um caso na vida! E fazia 10 anos que o mesmo era detetive.
                -Paula, prepare o carro agora mesmo. Comunique Jacques para dirigi-lo até Ville-d’ Avray agora! O tempo está correndo!
                Ai, que homenzinho! Mas não havia problema! O tempo está correndo, não?

Oi Ana *-*!

É a Camila! Surpresa!!! Esse blog é SÓ SEU! Nenhuma postagem daqui vai ser vista por ninguém a não ser você! Estava pensando em você... querendo os resumos do livro... Então, decidi escrever um livro só seu! Para você!!! O escreverei regularmente, ok? Beijos 


Te amo


Camila ♥