Capítulo 3

Capítulo 3
               
                Todos na casa ficaram chocados, obviamente. Monsieur Merc apenas se mostrava vitorioso, o que passou um ar de estranheza. Consequentemente, tudo me levou a falar com ele:
                -Monsieur Merc, o que será isso? Você não percebe que é um momento de cuidado extremo? Por favor, finja surpresa.
                -Madame, eu sempre previ que isso aconteceria desde a carta. Você não percebeu?
                -Não, Monsieur.
                -É claro, Paula! Você é brasileira, não? A imaginação toma conta de sua cabeça, faz com que nada seja real! Pense nas palavras dela! Na expressão dela!
                -Ainda acho que foi um acidente.
                -Você não percebeu que foi ela que redigiu a carta?
                -Mas, Monsieur, e a tinta, que ela mesmo falou? – fiquei, é claro, bem surpresa.
                -Você já ouviu falar em alguma tinta “apagada”? Apenas sei que depende da mão do usuário. – a confiança invadia seu rosto.
                -Mas Edgar, e o papel de carta? – eu finalmente pensei em um tópico com ideias contrarias às dele
                -Paula, Paula! E você nunca trocou o papel de carta na vida? Sempre usou o mesmo?
                Estava muito chocada. O pior é que todos variam de papel. Continuei ouvindo.
                -Paula, Paula! Pense fundo!!! Ela escreveu a carta, mas não a enviou!
                -Mas então quem a enviou???
                -Isso não é importante. Apenas consiga a chave da biblioteca e me traga. Tenho algo a fazer.
                E se retirou, deixando me sozinha.