Capítulo 2

  Chegamos lá rapidamente. Quando Monsieur Merc quer algo, ele logo consegue! Merc logo se dirigiu à remetente da carta.
                -Boujour, madame. Sou Edgar Merc, fui procurado pela senhora.
                Ele tirou o chapéu-coco, que sempre usa, e fez uma reverência.
                -Edgar Merc? O famoso detetive??? Por que te chamaria?
                Essa era uma mulher curiosa, a senhora Helene D’Lacroc. Parecia-me rica, por suas roupas e aparência. As unhas feitas, o cabelo castanho curto sem um fio fora do lugar... as roupas maravilhosas sem um grão de sujeira e o chapéu emplumado... Parecia uma verdadeira madame! Sua casa era magnífica! Branca e com janelas estilo colonial, deveria ter 20 cômodos.
                -Madame, por que não me chamaria? Recebi sua carta e vim o mais rápido possível.
                -Carta? Não mandei carta alguma!
                -Paula, você trouxe-a contigo?
                -Sim, Monsieur. Está bem aqui – prontamente respondi
                Ela lê a carta calmamente. Seus olhos, perfeitamente maquiados com uma sombra pérola vão ficando mais espantados a cada minuto.
                -Eu não escrevi esta carta, Monsieur. A letra parece com a minha, mas a tinta não é a mesma. Foi importada da Itália, a tinta que uso, por isso é bem forte. Essa é bem apagada! E além do mais, o meu papel de carta contém detalhes florais. Este, apenas um papel comum. Agradeço por virem até aqui, mas seus serviços não serão precisos. Hospedem-se por hoje, e amanhã voltem para sua casa. Sejam bem vindos a Mansão D’Lacroc!
                -Agradeço a gentileza, madame. Aonde poderemos ficar?
                -Clouseau, o mordomo, o levará. Siga-o.
                Seguimos o mordomo, com um bigode pelicular e a testa grande. Os quartos eram magníficos! Todos de mármore, com uma cama grande, uma lareira e uma escrivaninha.
                Após as acomodações, fomos jantar. Junto a nós, estavam um casal britânico Bailey e Alistair Incland, o primo de Helene, Albert e uma mulher falante também hospedada na casa, Veronika Nikitin. O jantar foi tranquilo, sem surpresas. Após o jantar, todos foram aos seus quartos.
                Cerca de quinze minutos depois, se ouviu um grito, vindo do quarto de Helene. Todos se ajuntaram lá e ouviram atentamente o que ela falou:
                -É... Uma charada...
                E essas foram suas últimas palavras

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