Capítulo 1

A carta

                - Mounsier Merc, chegou uma carta para o senhor – eu aviso-o
                - Coloque-a sobre a mesa, Paula
                - É melhor lê-la de imediato! Parece ser muito importante...
                -Deixe-me ver.
                Por alguns minutos ele leu a carta pensativo... Mas logo parou para pensar e me entregou a carta. Não achei que havia nada de mais, era uma carta comum como todo detetive recebe, com uma mulher pedindo a ajuda dele, dizendo que prevê algo estranho acontecendo.
                -Ainda não notou, Paula? – ele me pergunta
                -Nada de diferente, Mounsieur
                -Paula, você e suas ideias! Pense bem, use seu cérebro mais fundo que nunca!
                -Ainda não vejo nada, apenas uma simples carta!
                -Olhe para o canto! Há uma mancha de chocolate quente!
                -Mas qual é o problema disso?
                -Paula, querida Paula... Essa carta veio daqui, de Paris mesmo!
                -Ainda não entendi...
                -Na semana inteira a temperatura foi 30° C! Quem bebe um chocolate quente nesse calor imenso?
                -Pura verdade, Mounsier Merc!
                -Mas há mais um detalhe que você deixou escapar!
                -Confesso que não entendi...
                -A data! Foi escrito há cinco dias!
                Ele nem me deixou abrir a boca. Aquele homenzinho era pelicular! Tinha olhos pequenos, mas que enxergavam tudo, e lábios finos. Era bem baixo, cerca de 1,60 de altura e sempre usava grandes casacos. Ele nunca tinha errado um caso na vida! E fazia 10 anos que o mesmo era detetive.
                -Paula, prepare o carro agora mesmo. Comunique Jacques para dirigi-lo até Ville-d’ Avray agora! O tempo está correndo!
                Ai, que homenzinho! Mas não havia problema! O tempo está correndo, não?

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